:Gente que Amo: Provavelmente você por estar lendo isso aqui.
:Ando escutando:
Madredeus - O Pastor Enya - Adiemus
:Ultimamente: Ultimamente cansado. Mas bem.
:Lendo: A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafon
Made in Brasil
Where the Flames come alive
Fumava muito. Por volta de sessenta cigarros por dia.
Não que o cigarro estivesse lhe fazendo algum mal aparente. Simplesmente fumava muito, e decidira parar há três dias.
Por Deus que ele não sabia que sentiria tanta falta. "Meu reino por um cigarro!" - repetia incansavelmente.
Definitivamente estava estressado. Parecia que o ar não lhe era sufuciente, e isso realemnte o deixava louco!
Mas a vida continuava. E nostalgicamente se lembrou que naquela hora, ao entrar no carro, depois de um dia estafante de trabalho, quando ja passavam das dez da noite, ele sempre acendia um perfeito e cilindrico cigarro.
Suspirou melancólico, com uma raiva crescente. Pensar em cigarro sempre lhe deixava furioso. Ligou o carro e tomou o caminho de casa.
Seguiu pela N.Sª. do Carmo, virou na altura da Montes Claros, pegou a esquerda na Fransisco Deslandes e, derrepente, levou um solavanco que quase lhe arrancou as tripas pela boca.
Percebeu que alguém havia batido em seu carro... o que lhe irritou mais ainda, afinal, viera pensando em seu cigarro durante todo o trajeto. Pensar em cigarro o enfurecia.
E enquanto descia do carro, fulo da vida, ela pragujava:
-Idiota, filho de uma bixa! Comprou sua cartera onde?! Em Viena?! Sabe quanto custou essa porra, viado sem pinto?! 70 mil reais...
E quanto mais ele se aproximava, mais ofendia a virilidade de um moço, de uns vinte e três anos, que, como ele, também sentia falta de seu querido cigarro.
O moço entrou no carro, tirou uma arma do porta-luvas, deu-lhe 3 tiros que não viu exatamente onde pegaram, e simplesmente fugiu.
Depois de se levantar e ver seu corpo ensanguentado no chão, ele pensou - "É... talvez eu não devesse insultar alguém que tem tanto orgulho de ser macho assim. Ou quem sabe se eu não tivesse parado de fumar..."
8:03 p.m.